Poeme-se


"Mas gosto, gosto das pessoas. Não sei me comunicar com elas, mas gosto de vê-las, de estar a seu lado, saber suas tristezas, suas esperas, suas vidas. Às vezes também me dá uma bruta raiva delas, de sua tristeza, sua mesquinhez. Depois penso que não tenho o direito de julgar ninguém, que cada um pode — e deve — ser o que é, ninguém tem nada com isso. Em seguida, minha outra parte sussurra em meus ouvidos que aí, justamente aí, está o grande mal das pessoas: o fato de serem como são e ninguém poder fazer nada. Só elas poderiam fazer alguma coisa por si próprias, mas não fazem porque não se vêem, não sabem como são. Ou, se sabem, fecham os olhos e continuam fingindo, a vida inteira fingindo que não sabem."


Caio F. Abreu

4 comentários:

Tarsis on 4 de dezembro de 2010 14:17 disse...

Nada mais verdadeiro, para mim.
Caio me decifra! XD

Fernando on 7 de dezembro de 2010 17:11 disse...

"Devia ter aceitado, as pessoas como elas são...Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração"

Deixe nas mãos do ACASO.
Prosa poética surpreendente!

A propósito, muito obrigado pela visita lá no Seu Anônimo.

Forte abraoço,
Fernando Piovezam
seuanonimo.blogspot.com

Giulia Emily on 8 de dezembro de 2010 17:07 disse...

As vezes eu julgo que nem ele, as vezes penso que me julgam como ele. :)

Mauricio Martins Lobatto on 11 de dezembro de 2010 18:38 disse...

Obrigadooo por ter visitado meu blog... ^^
e a frase("A LIBERDADE ESTÁ TBM A DOR) não é minha.... é uma música da cantora Angela Ro Ro - Fogueira, que eu me inspirei pra fazer o texto !!!

mais obrigado mesmo pela visita!!!
beijosss

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